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Crédito fiscal na prática para aproveitar com segurança

Profissional analisando crédito fiscal com calculadora, notebook e planilhas financeiras sobre a mesa.

O crédito fiscal costuma separar empresas com caixa apertado daquelas com fôlego para crescer. Mais que um jargão, é um direito de abater tributos quando certas condições são atendidas — e isso exige critérios claros, documentação hábil e escrituração consistente para evitar glosas. 

Neste artigo, respondemos o que é crédito fiscal, onde ele nasce (PIS/COFINS, ICMS, IPI), como calcular e controlar no dia a dia, além de mostrar como padronizar o processo com automação para ganhar produtividade e segurança.

O que é crédito fiscal?

Em termos simples, crédito fiscal é o direito de abater determinados valores de tributos devidos, conforme regras previstas em lei. Ele surge em situações específicas, como aquisições de insumos, energia, depreciação de ativos, fretes e outros eventos que a legislação define para cada tributo.

É importante diferenciar de crédito tributário (que é o valor que o Fisco tem a receber do contribuinte) e de incentivos (benefícios condicionados a políticas públicas). Na prática, falamos de um ativo que precisa ser apurado, documentado, escriturado e acompanhado.

Crédito fiscal: conceitos essenciais

Antes de calcular, alinhe quatro pilares:

  • Elegibilidade: se o item gera direito ao crédito no seu regime e setor.
  • Base de cálculo e alíquota: regra por tributo, com eventuais rateios.
  • Documentação hábil: NF-e correta, contratos, laudos, planilhas de rateio, comprovantes de pagamento.
  • Escrituração e controles: registros nas EFDs correspondentes, conciliações e trilhas de auditoria.

Onde nascem os créditos por tributo

  • PIS/COFINS (regime não cumulativo): costuma ser o foco de dúvidas sobre “insumos”. Critérios de essencialidade e relevância orientam o creditamento. Energia elétrica, aluguéis, depreciação, armazenagem e fretes podem gerar créditos conforme a atividade. Aprofunde no artigo sobre Crédito de PIS e COFINS.
  • ICMS: hipóteses clássicas de crédito sobre entradas vinculadas a operações subsequentes tributadas, energia utilizada no processo, transporte, entre outras. Atenção às vedações estaduais, ajustes de estorno e ressarcimento em substituição tributária.
  • IPI: em geral atrelado à industrialização, com crédito na aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem.
  • Dica rápida: mapeie processos, centros de custo e itens elegíveis. Crie políticas internas por tributo e mantenha documentação organizada para evitar glosa.

Como calcular na prática

Imagine uma indústria no regime não cumulativo que gaste R$ 50.000/mês em insumos essenciais. Com alíquotas de 1,65% (PIS) e 7,6% (COFINS), o crédito fiscal potencial seria:

  • PIS: 50.000 × 1,65% = R$ 825
  • COFINS: 50.000 × 7,6% = R$ 3.800

Total mensal: R$ 4.625

Se parte dos insumos atende a só 80% da produção tributada, aplique o rateio para não inflar o crédito. Reforce a trilha com planilha de apoio e notas vinculadas.

Quais os tipos de crédito fiscal?

A pergunta “quais os tipos de crédito fiscal?” varia conforme o tributo e a operação. Em linhas gerais, falamos de:

  • Créditos sobre aquisições (insumos, energia, fretes, serviços tomados);
  • Créditos de depreciação (ativos utilizados na produção);
  • Créditos presumidos ou incentivados (quando previstos);
  • Créditos acumulados (ex.: exportações, operações com alíquota zero);
  • Ressarcimento/compensação (quando há saldo credor).

Cada um tem regras próprias de habilitação, escrituração e aproveitamento, por isso a conformidade fiscal deve caminhar junto com a estratégia financeira.

Riscos de glosa e como preveni-los

As glosas mais comuns ocorrem por:

  • Documentação inadequada ou inexistente.
  • Critérios de essencialidade mal justificados para PIS/COFINS.
  • Rateios frágeis e sem metodologia.
  • Escrituração inconsistente entre sistemas, EFDs e contabilidade.
  • Mudanças normativas não refletidas nos procedimentos.

Boas práticas:

  1. Política formal de crédito por tributo e por item.
  2. Checklist mensal antes do fechamento.
  3. Ferramentas para conciliações, cruzamentos e alertas.
  4. Revisões periódicas e auditoria de trilhas.
  5. Capacitação do time e atualização normativa.

Automação e produtividade: por que isso importa

Grande parte do esforço no tema é operacional: capturar documentos, classificar eventos, validar regras, montar rateios e escriturar. A automação reduz retrabalho e eleva a qualidade dos dados. Plataformas especializadas integram documentos, aplicam regras configuráveis por tributo, geram alertas de inconsistência, mantêm trilhas de auditoria e entregam relatórios para decisão e defesa.

A Acessórias, por exemplo, foi desenhada para padronizar processos contábeis, acelerar o fechamento e dar visibilidade executiva ao tema.

Passo a passo para começar hoje

  • Diagnóstico: liste tributos relevantes, regimes, operações e itens potencialmente elegíveis.
  • Política de crédito: documente critérios e vedações por tributo, incluindo rateios.
  • Mapa de documentos: defina o que comprova cada crédito e onde fica armazenado.
  • Escrituração e conciliações: conecte sistemas, crie conferências automáticas e acompanhe saldos.
  • Rotina de revisão: teste amostras, compare períodos e monitore mudanças legais.
  • Automatize: configure regras e checklists inteligentes para reduzir erros e ganhar tempo analítico.

Tratar crédito fiscal como processo contínuo — e não como tarefa pontual — melhora o caixa, reduz riscos e fortalece a governança. Com política clara, documentação robusta, escrituração alinhada e automação, o escritório e a empresa ganham previsibilidade e segurança.

Quer ver na prática como padronizar isso no seu dia a dia? Agende uma demonstração e entenda como a Acessórias pode acelerar sua jornada de crédito com controle e transparência.

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